Festa de Todos os Santos com Abraão, Isaac e Jacó

Sobre a Obra

Jesus Cristo na Festa dos Santos e Profetas – Abraão e seus filhos, Jacó e João Batista

Cristo é Deus!

Abraão e Isaac

São João Batista

No ano 835 d.C, o papa Gregório IV decidiu dedicar o dia 1º de novembro a todos aqueles que tiveram uma vida santa, mas não foram lembrados ao longo do ano, ou mesmo não foram reconhecidos como santos oficialmente pela Igreja.

O dia de Todos os Santos é uma celebração litúrgica da Igreja Católica, nesta festa são recordados os santos e mártires conhecidos e não conhecidos, canonizados oficialmente e não canonizados.

Esta festa é importante porque nela são recordados também a memória daqueles santos que não são os que estamos acostumados.

As imagens dos Santos, remetem os fiéis a um significado íntimo e profundo, seja em um simples altar em casa, seja nas igrejas.

Quando se volta o olhar para uma imagem, recorda-se que aquela pessoa, ali representada, viveu conforme a vontade de Deus e se tornou um modelo de vida e santidade.

Oração de Todos os Santos

Eu peço aos nossos santos padroeiros e todos os santos que se tornaram particularmente queridos para mim a intercessão por nós.

Peço-lhe que nos ajude a caminhar com segurança no caminho estreito que conduz ao Céu. Ó senhor, dai-nos sua assistência para vencer a tentação ganhando a plenitude da vida com você. Amém.”

Jovem Visitante indaga São Phaisios sobre as orações feitas para a Mãe de Deus e para os Santos

O jovem … perguntou ao santo: “O Senhor nos ensinou a orar a Deus Pai. A Igreja Ortodoxa, porém, também ora a Santíssima Theotokos e aos santos que eram simples seres humanos. É esta a coisa certa a fazer? Fazer?”

O santo respondeu: “Todas as orações vão para o nosso Deus. Quando oramos à Santíssima Theotokos e aos santos, pedimos que orem por nós ao nosso Senhor e suas orações têm grande poder”.

O jovem naquele momento interrompeu São Phaisios e disse: “Sim, mas a Santíssima Theotokos e os santos foram pessoas que morreram. Eles não podem nos ouvir e não são onipresentes.

Deus fica zangado e irritado quando oramos para eles?”

(nota-se que o jovem explicou mais tarde que no minuto em que pronunciou as palavras “Sim, mas…” ele sentiu um poder divino aguçando todos os seus sentidos e permitindo-lhe “absorver” tudo o que o santo ancião tinha a dizer).

Meu filho, respondeu o Santo, a realidade é que nenhum de nós morre, estamos todos vivos aos olhos do nosso Deus. Quando alguém morre, morre por nós; aqueles que ficaram para trás na Terra. Ele não morreu aos olhos do nosso Deus.

E se o falecido se aproximou de Deus e interagiu com Ele, ele aprende com Cristo que pedimos ao falecido que orasse por nós e então ele ora, e Cristo ouve sua mediação e fica encantado. A oração de uma pessoa justa tem grande poder.

Fonte:  Artigo “Uma conversa com São Phaisios” da revista “Agios Gregorios”, publicação do Santo Mosteiro de Agios Gregorios do Monte Athos”

Jesus Cristo entronado

Eu te agradeço, ó Senhor meu Deus, porque não me rejeitaste, embora pecador, mas me torna digno de comungar com os teus santos mistérios.

Eu te agradeço porque quiseste que eu, embora indigno, fosse participante dos teus puríssimos e celestes dons.

Mas tu, Soberano amigo dos homens, que por nós morreste e ressuscitaste e nos deste estes tremendos e vivificantes mistérios para benefício e santificação das almas e dos corpos, faze que eles sejam também para mim saúde da alma e do corpo, vitória contra todo adversário, iluminação aos olhos do meu coração, paz às minhas potências espirituais, fé sem respeito bumano, amor sincero, plenitude de sabedoria, observância dos teus mandamentos, aumento da tua divina graça e posse do teu reino.

Faze que eu, por eles conservados na tua santidade, me grave sempre da tua graça e não viva mais para mim, mas para ti, nosso Soberano e benfeitor.

E assim, partindo da vida presente com a esperança da vida eterna, possa chegar ao descanso sem fim, onde é incessante o cântico dos que te festejam e infinito o gozo dos que contemplam a inefável beleza do teu rosto.

Com efeito, tu és, ó Cristo Deus, o verdadeiro desejo e o inexprimível júbilo daqueles que te amam, e toda a criação te dá glória para sempre. Amém.

AUTOR ANÔNIMO, Oração depois da comunhão

Aos dois lados da cabeça de Cristo podem-se ler com dificuldade os dois digramas do nome de Jesus e o nome acrescentado, escrito em pequenas letras maiúsculas e em vermelho:

IC XC

O nome acrescentado, Pantocrator, que raramente se encontra nos ícones, tem aqui o significado de “oniregente” e de “Rei universal” como se pode deduzir de diversas indicações, como o modo de sentar se de Cristo sobre o trono solene e a inscrição posta à altura da cabeça de Nossa Senhora, a qual soa assim: A PANTANASSA OU A RAINHA UNIVERSAL.

Note-se, para concluir, a presença- nos dois lados da cabeça de Cristo de duas personagens em busto: a da Theotokos à sua direita, e o de João evangelista à sua esquerda: ambos inclinados para o Cristo em atitude de “Deésis” (súplica).

A presença de João, o evangelista, no lugar do Batista se explica pela destinação do ícone ao Mosteiro da Ilha dedicado ao evangelista.

A Igreja bizantina não conhece uma festa litúrgica de Cristo Rei semelhante àquela instituída por Pio XI, em 1925, para a Igreja latina.

Esta ausência não significa, porém, uma insensibilidade ao tema da realeza de Cristo. Como se sabe, o tema do Messias-Rei está presente já nos textos do Antigo Testamento.

No Novo Testamento é só pelo fim da sua vida que Jesus se deixa aclamar como Rei (cf. Mt 21,5; Lc 19.38; Jo 12,13.15), mas como Rei pacífico, sem nenhuma ambição terrena: a sua realeza não é deste mundo (cf. Jo 18,36).

E com efeito pela sua ressurreição que Jesus é entronizado por Deus como Rei: desde então ele estende a sua atividade sobre todos os homens, até quando ele entregar o Reino ao seu Pai (cf. 1Cor 15, 24).

Ele, porém, a recebeu daquele que lhe disse: Tu és meu filho, eu hoje te gerei.

Conforme diz ainda: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Hb 5,5-6).

Em outro lugar o autor da carta dá a seguinte descrição:

“Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, elevado mais alto do que os céus” (7,26).

Segundo o autor, Cristo, tendo penetrado no céu, é o Sumo Sacerdote para sempre, à maneira não de Aarão, mas de Melquisedec.

Ele levou a termo este ofício, sendo ele mesmo o Sacerdote e a Vítima, pelo que tornou-se Mediador único da Nova Aliança (Hb 9,1-28).

Esses mesmos conceitos são retomados na Liturgia eucarística bizantina, especialmente na oração chamada Cherubikon, a mesma que reproduzimos defronte ao ícone.

Essa oração é interessante por um tríplice motivo: antes de tudo é a única oração da Liturgia eucarística endereçada pelo celebrante em nome próprio, no singular; depois, é dirigida ao Cristo como Deus, e não ao Pai; comporta, enfim, os ele mentos de uma perspectiva nova, na qual o sacerdote que se prepara para celebrar o santo Sacrifício vê no Cristo, que ele representa, o Rei dos reis e, juntamente, o Sumo Sacerdote, “o oferente e o oferecido, aquele que recebe os dons e que se dá em dom”: isto é, Mediador do sacrifício e, ao mesmo tempo, Santificador.

Observemos, para terminar, que a harmonia das proporções, a minuciosidade das ornamentações e a distribuição das cores, revelam um artista de grandes possibilidades e de grande talento, que conseguiu ilustrar um ousado tema teológico de Cristo Rei e Sumo Sacerdote.

Young Visitor

The young man … asked the saint: “The Lord taght us to pray to God the Father. The Orthodox Church, however, also prays to the All Holy Theotokos and the saints who were simple human beings. Is this the right thing to do?“

The saint responded: “All of the prayers go to our God. When we pray to the All Holy Theotokos and the saints we ask them to pray for us to our Lord and their prayers have great power.“

The young man at that point interrupted Saint Phaisios and said: “Yes, but the All Holy Theotokos and the saints were people who died. They can‘t hear us and they are not omnipresent. Does God become angry and irritated when we pray to them?“

(of note the young man later explained that the minute he uttered the words „Yes, but..“ he felt a divine power sharpening all of his senses and enabling him „absorb“ everything the holy elder had to say)

My child, the Saint answered, the reality is that none of us die, we are all alive in the eyes of our God. When someone dies, they die for us; those who have stayed behind on Earth. He did not die in the eyes of our God.

And if the departed person has become close to God and interacts with Him, he learns from Christ that we have asked the departed person to pray on our behalf and so he prays, and Christ listens to his mediation and is delighted.

The prayer of a righteous person has great power.

Source:  The article „A conversation with Saint Paisios“ from the journal “Agios Gregorios“, a publication of the Holy Monastery of Osios Gregorios of Mount Athos.

Fonte do ícone: Aperges

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