
Jesus Cristo Pantocrator envolto dos Evangelistas em cima do globo
Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes.
E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.
Assim eram os seus rostos.
As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles.
E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos;
E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago.
E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos.
O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda.
Andando elas, andavam pelos seus quatro lados; não se viravam quando andavam.
E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças.
E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que os cobriam do outro lado.
E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas. (Ez 1, 4-24).
E havia diante do trono um mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás.
E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graça ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre. (Ap 4, 6-9).
4 seres viventes como tipologia:
“O livro de Ezequiel também prova que esses quatro Evangelhos haviam sido preditos muito antes.
Sua primeira visão é descrita da seguinte forma: “E no meio havia uma semelhança de quatro animais.
Seus semblantes eram o rosto de um homem, o rosto de um leão, o rosto de um bezerro e o rosto de uma águia.”
O primeiro rosto de um homem representa Mateus, que iniciou sua narrativa como se fosse sobre um homem: “O livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”
O segundo [rosto representa] Marcos, em quem se ouve a voz de um leão rugindo no deserto: “Uma voz que grita no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.”
O terceiro [é o rosto] do bezerro, que prefigura que o evangelista Lucas começou com Zacarias, o sacerdote.
O quarto [rosto significa] João, o evangelista que, tendo assumido asas de águia e se apressando em direção a assuntos mais elevados, discute a Palavra de Deus.” (Jerônimo, Comentário ao Evangelho de Mateus, Prefácio).
Fonte 1: Texto traduzido “Breve história da Analogia”
Simbolismo dos 4 Evangelistas:
São Mateus é representado por um homem divino porque o Evangelho destaca a entrada de Jesus neste mundo, primeiro apresentando Sua linhagem familiar — “Registro de Jesus Cristo, Filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1,1) — e Sua encarnação e nascimento: “Eis como se deu o nascimento de Jesus Cristo” (Mt 1,18).
“Este, pois”, segundo Santo Irineu, “é o Evangelho da Sua humanidade; por essa razão, também, o caráter de um homem humilde e manso é mantido em todo o Evangelho”.
São Marcos, representado pelo leão alado, faz referência ao profeta Isaías quando inicia seu evangelho: “Aqui começa o Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
No profeta Isaías está escrito: ‘Envio meu mensageiro adiante de você para preparar seu caminho: uma voz de arauto no deserto, gritando: “Preparem o caminho do Senhor, preparem uma vereda reta para ele.”
“A voz no deserto gritando” lembra o rugido de um leão, e o espírito profético descendo à terra lembra uma “mensagem alada”.
O leão também significava realeza, um símbolo apropriado para o Filho de Deus.
O boi alado representa São Lucas. Bois eram usados em sacrifícios no templo.
Por exemplo, quando a Arca da Aliança foi trazida para Jerusalém, um boi e um novilho cevado eram sacrificados a cada seis passos (2 Sm 6).
São Lucas começa seu Evangelho com o anúncio do nascimento de São João Batista a seu pai, o sacerdote Zacarias, que estava oferecendo sacrifício no Templo (Lc 1).
São Lucas também inclui a parábola do Filho Pródigo, na qual o bezerro cevado é abatido, não apenas para celebrar o retorno do filho mais novo, mas também para prenunciar a alegria que devemos ter em receber a reconciliação por meio de nosso misericordioso Salvador que, como Sacerdote, se ofereceu em sacrifício para perdoar nossos pecados.
Portanto, o boi alado nos lembra do caráter sacerdotal de nosso Senhor e de Seu sacrifício por nossa redenção.
São João é representado pela águia em ascensão.
O Evangelho começa com o prólogo “elevado” e “sobe” para penetrar mais profundamente os mistérios de Deus, a relação entre o Pai e o Filho e a encarnação: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava diante de Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava presente a Deus no princípio. Por meio dele todas as coisas foram feitas, e sem ele nada se fez” (Jo 1,1-3).
E “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória: glória de um Filho unigênito, vindo do Pai, cheio de amor eterno” (Jo 1,14).
O Evangelho de São João, diferentemente dos outros Evangelhos, envolve o leitor com os ensinamentos mais profundos de nosso Senhor, como os longos discursos de Jesus com Nicodemos e a mulher samaritana, e os belos ensinamentos sobre o Pão da Vida e o Bom Pastor.
Jesus também se identificou como “o caminho, a verdade e a vida”, e qualquer um que O abraçar como tal ressuscitará para a vida eterna com Ele.
Fonte 2: Texto traduzido de “Jesus Pantocrator”
Brief History of the Analogy:
The book of Ezekiel also proves that these four Gospels had been predicted much earlier.
Its first vision is described as follows: “And in the midst there was a likeness of four animals.
Their countenances were the face of a man and the face of a lion and the face of a calf and the face of an eagle.”
The first face of a man signifies Matthew, who began his narrative as though about a man: “The book of the generation of Jesus Christ the son of David, the son of Abraham.”
The second [face signifies] Mark in whom the voice of a lion roaring in the wilderness is heard: “A voice of one shouting in the desert: Prepare the way of the Lord, make his paths straight.”
The third [is the face] of the calf which prefigures that the evangelist Luke began with Zachariah the priest.
The fourth [face signifies] John the evangelist who, having taken up eagle’s wings and hastening toward higher matters, discusses the Word of God.
Symbolism of 4th evangelists:
St. Matthew is represented by a divine man because the Gospel highlights Jesus’ entry into this world, first by presenting His family lineage — “A family record of Jesus Christ, Son of David, son of Abraham” (Mt 1:1) — and His incarnation and birth: “Now this is how the birth of Jesus Christ came about” (Mt 1:18).
“This then,” according to St. Irenaeus, “is the Gospel of His humanity; for which reason it is, too, that the character of a humble and meek man is kept up through the whole Gospel.”
St. Mark, represented by the winged lion, references the Prophet Isaiah when he begins his gospel: “Here begins the Gospel of Jesus Christ, the Son of God.
In Isaiah the prophet it is written: ‘I send my messenger before you to prepare your way: a herald’s voice in the desert, crying, “Make ready the way of the Lord, clear Him a straight path.’”
“The voice in the desert crying” reminds one of a lion’s roar, and the prophetical spirit descending to earth reminds one of a “winged message.”
The lion also signified royalty, an appropriate symbol for the Son of God.
The winged ox represents St. Luke.
Oxen were used in temple sacrifices.
For instance, when the Ark of the Covenant was brought to Jerusalem, an ox and a fatling were sacrificed every six steps (2 Sm 6).
St. Luke begins his Gospel with the announcement of the birth of St. John the Baptizer to his father, the priest Zechariah, who was offering sacrifice in the Temple (Lk 1).
St. Luke also includes the parable of the Prodigal Son, in which the fatted calf is slaughtered, not only to celebrate the younger son’s return, but also to foreshadow the joy we must have in receiving reconciliation through our most merciful Savior who as Priest offered Himself in sacrifice to forgive our sins. Therefore, the winged ox reminds us of the priestly character of our Lord and His sacrifice for our redemption.
St. John is represented by the rising eagle.
The Gospel begins with the “lofty” prologue and “rises” to pierce most deeply the mysteries of God, the relationship between the Father and the Son, and the incarnation:
“In the beginning was the Word, the Word was in God’s presence, and the Word was God. He was present to God in the beginning.
Through Him all things came into being, and apart from Him nothing came to be” (Jn 1:1-3).
And “The Word became flesh and made His dwelling among us, and we have seen His glory: The glory of an only Son coming from the Father filled with enduring love” (Jn 1:14).
The Gospel of St. John, unlike the other Gospels, engages the reader with the most profound teachings of our Lord, such as the long discourses Jesus has with Nicodemus and the Samaritan woman, and the beautiful teachings on the Bread of Life and the Good Shepherd.
Jesus, too, identified Himself as “the way, the truth, and the life,” and anyone who embraces Him as such will rise to everlasting life with Him.
Fonte dos artigos:
Link da fonte 1: https://septuagintstudies.wordpress.com/
Link da fonte 2: https://orthodoxmonasteryicons.com/products/jesus-christ-pantocrator-icon-24
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