Ísis – papiro dourado

Sobre a Obra

Ísis – Papiro dourado

Osíris, Ísis e Nefti

Osíris e Isís

O Nascimento de Hórus com a mãe Ísis, acompanhada de Toth, Maat e outros- Mohamed Assan 

Amor eterno de Ísis e Osíris – Mohamed Assan 

Ísis (do egípcio Aset ou Eset, que significa “trono”) foi uma das mais importantes e duradouras divindades da religião do Antigo Egito.

Inicialmente obscura no início da história egípcia, ela se tornou uma figura central na cosmologia religiosa, considerada exemplo de esposa leal, mãe ideal e protetora do lar e dos mortos.

Seu culto cresceu ao longo dos séculos e, no período greco-romano, espalhou-se por todo o Mediterrâneo e além.

Ísis pertence ao panteão principal de Heliopolis, frequentemente associada à Enéade (grupo de nove deuses), como filha de Geb (terra) e Nut (céu), e irmã de Osíris, Seth e Nephthys.

Segundo tradição, ela casou-se com seu irmão Osíris e tornou-se sua consorte e parceira em muitas funções divinas.

Esposa de Osíris: Juntos personificam o primeiro casal real divino.

Mãe de Hórus: O filho Hórus simboliza o poder real e a continuidade dinástica dos faraós.

Mito de Osíris e Ísis

O mito mais famoso conta que Seth matou e esquartejou Osíris, espalhando seus pedaços pelo Egito.

Ísis percorreu o país, reuniu os fragmentos e, com seus poderes mágicos, restaurou o corpo de Osíris, que então se tornou regente do mundo dos mortos.

Isis e Rá

Em outra narrativa, Ísis desejava conhecer o “nome verdadeiro” do deus sol Rá para obter poder sobre sua força vital.

Ela criou uma serpente que picou Rá; para curá-lo, ele precisou revelar seu nome a ela.

Isso demonstra sua associação à magia heka e ao conhecimento oculto, atributos centrais de seu caráter divino “mito conhecido em tradições posteriores, especialmente helenísticas”.

Atributos e Símbolos

Coroa com o hieróglifo do trono: simboliza sua função como sustentadora da realeza.

Disco solar e chifres de vaca: associados à fertilidade e à ligação com a deusa Hathor.

Símbolo Tyet (“nó de Ísis”): geralmente interpretado como amuleto de proteção e vida, semelhante ao ankh.

Representações iconográficas tardias: mostram Ísis amamentando Hórus, reforçando sua imagem de mãe protetora e curandeira.

Culto e Templos

Embora inicialmente integrada nos cultos de outros deuses, Ísis passou a ter templos dedicados a ela mais tardiamente na história egípcia.

Behbeit el-Hagar: um dos primeiros santuários importantes construídos no final do período faraônico.

lha de Philae: tornou-se o centro cultual mais renomado no período greco-romano, ativo até o século V d.C.

Sua adoração incluía festivais, rituais de iniciação e práticas de magia e cura, reforçando sua função de intercessora tanto na vida quanto na morte

Difusão Cultural e Sincretismo

Com as conquistas de Alexandre, o Grande, e durante a dinastia ptolemaica (helênica), o culto de Ísis foi adotado e adaptado por povos fora do Egito:

No mundo grego e romano, Ísis foi integrando elementos das religiões locais, sendo identificada com deusas como Deméter, Fortuna e a Grande Mãe.

Festivais como o Navigium Isidis celebravam Ísis como protetora de marinheiros e viajantes.

Templos a ela aparecem em cidades como Pompeia, Delos e outras partes do Mediterrâneo.

Esse processo de sincretismo transformou Ísis de uma deusa especificamente egípcia em uma presença religiosa universal no mundo antigo.

Legado

O culto a Ísis só começaria a declinar com a ascensão do cristianismo no Império Romano séculos IV a VI d.C. 

Apesar disso, a imagem de Ísis amamentando Hórus é frequentemente comparada à iconografia cristã de Maria com o Menino Jesus, indicando um legado visual e simbólico duradouro nas tradições religiosas posteriores.

Ísis aparece diretamente em papéis religiosos egípcios, especialmente em canções e hinos festivos encontrados em papiros como o Bremner-Rhind Papyrus.

Referências ao mito de Ísis também aparecem em outros textos de papiros com elementos de magia, cura e encantamentos usados na vida religiosa egípcia.

Os papiros não preservam uma narrativa completa e isolada do mito da mesma forma que uma obra literária moderna; em vez disso, são fragmentos litúrgicos e hinos usados no culto.

Fontes: A ASCENSÃO CULTURAL E POLÍTICA DAS REPRESENTAÇÕES DA DEUSA ÍSIS: MORTE, RELIGIÃO FUNERÁRIA E PODER NO EGITO

ÍSIS A Verdade Proibida por Trás do Mito de Osíris e o Destino Misterioso

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