
Morte e Renascimento do Deus Milho – Vaso de Los Remeros






A obra do MuMi, a primeira apresentada é uma réplica feita por um pintor da Guatemala, da obra Vaso de Los Remeros, que se encontra no museu da capital do país e retrata uma passada da descida ao inferno dos heróis gêmeos do Popol Vuh, épico nacional.
A história da descida ao inferno dos heróis gêmeos do Popol Vuh é bem conhecida.
Inicialmente, Hun Hunahpu e Vucub Hunahpu descem e são sacrificados pelos senhores da morte. Posteriormente, seus filhos empreendem a mesma jornada e também são sacrificados, mas suas cinzas jogadas na água se transformam em peixes que mais tarde emergem para derrotar seus inimigos.
Demonstrou-se que esta é uma versão de um ciclo mitológico relacionado à origem do milho, cujas cenas estão amplamente representadas na cerâmica maia clássica.
Nesses mitos, a identidade dos gêmeos se sobrepõe à de seu pai; ambos sofrem sorte parecida e, em algumas versões, o papel do deus do milho é assumido por um dos filhos. No entanto, as versões representadas na arte maia clássica distinguem o deus do milho dos heróis gêmeos, que, como no vaso das estrelas, geralmente aparecem como seus assistentes.
O “vaso dos remadores” mostra três cenas desta sequência.
Na primeira, duas belas mulheres vestem e adornam o deus do milho, preparando-o para sua jornada.
Em seguida, o deus navega em uma canoa conduzida pelos “deuses remadores”, levando uma grande bolsa que provavelmente contém milho.
A mão estendida com o punho erguido à testa é um gesto que denota o choro do deus diante de sua própria morte.
Abaixo da canoa, um peixe morde o rosto do deus, que, a julgar por seu tamanho, é uma criança que emerge das mandíbulas de uma serpente aquática.
Esta imagem parece estar separada das primeiras e lembra algumas versões do mito em que uma criatura aquática salva o deus recém-nascido que foi lançado nas águas.
Muerte y renacimiento del dios del maíz
La historia del descenso al inframundo de los héroes gemelos del Popol Vuh es bien conocida. Inicialmente, Hun Hunahpu y Vucub Hunahpu descienden y son sacrificados por los señores de la muerte.
Posteriormente, sus hijos emprenden el mismo viaje, y también son sacrificados, pero sus cenizas arrojadas al agua se convierten en peces que luego emergen para derrotar a sus enemigos.
Se ha demostrado que esta es una versión de un ciclo mitológico relacionado con el origen del maíz, cuyas escenas están ampliamente representadas en la cerámica maya clásica.
En estos mitos, la identidad de los gemelos se traslapa con la de su padre; ambos sufren parecida suerte y en algunas versiones, el papel del dios del maíz es asumido por uno de los hijos.
Sin embargo, las versiones representadas en el arte maya clásico distinguen al dios del maíz de los héroes gemelos, que como en el vaso de las estrellas, aparecen usualmente como sus asistentes.
El “vaso de los remeros” muestra tres escenas de esta secuencia.
En la primera, dos hermosas mujeres visten y adornan al dios del maíz, preparándolo para su jornada.
A continuación, el dios navega en una canoa conducida por los “dioses remeros”, llevando una gran bolsa que posiblemente contenga maíz.
La mano extendida con la muñeca elevada a la frente es un gesto que denota el llanto del dios ante su propia muerte.
Debajo de la canoa, un pez muerde la cara del dios que a juzgar por su tamaño es un bebé que emerge de las fauces de una serpiente acuática.
Este cuadro parece estar distanciado de los primeros, y recuerda algunas versiones del mito en las que una criatura acuática salva al dios recién nacido que ha sido arrojado a las aguas.
Death and rebirth of the Maize God
The story of the Hero Twins’ descent to the underworld is widely known. Initially, Hun Hunahpu and Vucub Hunahpu descended and were sacrificed by the death gods.
Their sons undertook the same journey, and were also sacrificed, but their ashes were thrown into the water and became fish, ultimately emerging to defeat their enemies.
The story is acknowledged as a version of a mythic cycle related with the origin of maize, whose events are widely represented in Classic Maya ceramics.
In these myths, the identity of the Hero Twins merges with that of their father.
They suffer similar fates, and in some versions, one son assumes the role of Maize god. However, Classic Maya representations consistently distinguish the Maize god from the Hero Twins.
As in the Vase of the Stars, the usually play the role of his assistants.
The Vase of the Paddlers shows three scenes of this sequence. First, two beautiful women dress and adorn the Maize God, preparing him for his journey.
In the next scene, the god navigates on a canoe manned by the Paddler Gods, carrying a large bag, presumably full of maize. His extended hand with the wrist raised to the forehead denotes the god’s lamentation over his own death.
Underneath the canoe, a fish bites the face of the god. Judging from his size, he has become a baby who emerges from the maws of an aquatic serpent.
The latter scene seems to be distanced from the former, and recalls some versions of the myth where an aquatic creature saves the newborn god who has been thrown into the water.
Fonte: Museu Arqueológico da Guatemala
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