O Zodíaco de Dendera – Zodíaco Egípcio

Sobre a Obra

O Zodíaco de Dendera – Zodíaco Egípcio

O Zodíaco de Dendera – Zodíaco Egípcio – Detalhe

O Zodíaco de Dendera

É um célebre relevo circular esculpido no teto de uma das capelas do Templo de Hathor, em Dendera, no Egito.

Ele representa o céu astral segundo a tradição egípcia tardia, incorporando também elementos da astronomia greco-babilônica, o que explica muitas das controvérsias sobre sua datação e significado.

Durante muito tempo, discutiu-se se o zodíaco seria extremamente antigo (milênios antes de Cristo) ou se pertenceria a um período mais recente.

Hoje, com base em estudos epigráficos, estilísticos e históricos, a posição acadêmica dominante é que o Zodíaco de Dendera foi produzido no período ptolomaico tardio, provavelmente entre 50 e 30 a.C., pouco antes da dominação romana definitiva do Egito.

Essa datação se apoia, entre outros fatores, no estilo dos hieróglifos, nas fórmulas religiosas usadas e na iconografia típica da época ptolomaica.

O relevo mostra um mapa simbólico do céu, sustentado por figuras femininas e seres híbridos que “erguem” a abóbada celeste.

No interior do círculo aparecem:

Os 36 decanos, divindades estelares egípcias tradicionais, cada uma associada a um período de aproximadamente 10 dias, formando um sistema de contagem do tempo ao longo do ano (36 × 10 = 360 dias, aos quais se somavam 5 dias epagômenos).

As 12 constelações do zodíaco (Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes), que não pertenciam originalmente à astronomia egípcia antiga, mas foram incorporadas a partir do contato com o mundo babilônico e grego.

Planetas conhecidos na Antiguidade: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, representados como divindades em barcos celestes, segundo a cosmologia egípcia.

A presença de Câncer em posição de destaque levou alguns pesquisadores a tentar relacionar o relevo a um alinhamento astronômico específico, por vezes sugerindo datas exatas.

Contudo, a maioria dos egiptólogos concorda que o zodíaco não é um registro astronômico preciso, mas sim uma representação simbólica e ritual do cosmos, usada para fins religiosos e templários.

Durante a expedição napoleônica ao Egito, no início do século XIX, o relevo foi removido e levado à França.

Hoje, o Zodíaco de Dendera original encontra-se no Museu do Louvre, enquanto no templo permanece uma cópia.

O original apresenta danos e desgastes naturais, bem diferentes das representações modernas mais “limpas” e idealizadas.

Em síntese, o Zodíaco de Dendera não é um mapa científico do céu remoto nem uma relíquia de uma civilização perdida, mas sim um documento excepcional do sincretismo religioso, astronômico e cultural do Egito ptolomaico, refletindo o encontro entre tradições egípcias milenares e o saber greco-helenístico.

Fonte:

Zodíaco de Dendéra

O Zodíaco de Dendera  

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