
Como São Arsênios foi salvo por São Jorge segundo São Phaisios, o Atonita
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Hino Apolytikion
Uma vida plena de Deus, bem vivida, um vaso precioso do Consolador, tu foste confirmado como sendo, ó Arsênio, portador de Deus! Repleto da graça dos milagres, tu providencias auxílio imediato a todos. Ó Venerável Pai, suplica a Cristo nosso Deus que nos conceda a Sua grande misericórdia!
Hino Kontakion
Ó flor recém-semeada da Capadócia, e vaso preciosíssimo de virtudes, o santo Arsênio, eu louvarei. Pois, como um Anjo, ele viveu na carne e agora reside com todos os Santos, com os quais sempre ora a Cristo para que nos conceda o perdão dos nossos pecados.
Hino Megalinário
Alegra-te, ó comungante dos Santos, por tuas santas obras e ascetismo! Alegra-te, ó honra dos monges e sacerdotes, glória da Capadócia, ó Padre Arsênio!
A Vida de São Arsênios contada por São Phaisios, o Athonita
O venerável Padre Arsênio nasceu por volta de 1840 em Pharasa ou Varasio, a principal vila das seis aldeias cristãs da região de Pharasa, na Capadócia.
Seus pais eram ricos em virtudes e bastante modestos em bens materiais.
Seu pai era um professor chamado Eleftherios (ou Hadjilefteris, sendo que o “hadj-” indica que ele havia feito uma peregrinação à Terra Santa).
Seu sobrenome era Annitsalichos e seu apelido virou Hadjiephentis.
Sua mãe chamava-se Varvara; ela pertencia à família Frangou ou Frangopoulou, cujo apelido era Tsaparis.
Eles tiveram dois filhos, Vlasios e Theodoro (Padre Arsênio), que ficaram órfãos ainda jovens porque ambos os pais haviam morrido cedo, primeiro o pai e, pouco depois, a mãe.
Os órfãos foram então cuidados pela irmã de sua mãe, que morava em Pharasa.
São Jorge salva Arsênios e lhe inspira a ser monge
Um dia, Vlasios convenceu seu irmão mais novo, Teodoro, para ir a um campo que ficava perto de um riacho.
No caminho do campinho, um dique não segurou e cedeu a pressão das fortes chuvas que misturadas com a água do riacho levaram Theodoro, que corria o risco de se afogar.
Vlasios, em lágrimas, chamou São Jorge, cuja capela ficava ali perto.
Enquanto atravessavam o riacho, a água arrastava Teodoro.
Enquanto Vlasios chorava e pedia ajuda ao santo, pois sua consciência estava perturbada por ter colocado seu irmão em perigo, ele de repente viu Theodoro ao seu lado, contando-lhe alegremente como um cavaleiro vestido de monge o havia tirado da água, colocado em seu cavalo e o levado para fora da correnteza.
A partir de então, Theodoro afirmou que também se tornaria monge.
Essa era a maneira pela qual Deus havia providenciado para que ele trilhasse o caminho certo desde cedo.
Esse incidente também teve seu efeito sobre Vlasios, que, à sua maneira, também se entregou a Deus, glorificando-O como mestre da música bizantina.
Mais tarde, ele foi morar em Constantinopla.
Quando Theodoro ficou um pouco mais velho, sua tia em Farasa o enviou para Nigde para estudar.
A irmã de seu pai, que era professora, também morava lá e ficou responsável por cuidar dele.
Quando Theodoro concluiu seus estudos em Nigde, sua tia, a professora, percebendo sua inteligência, fez um acordo com parentes em Esmirna para ajudá-lo a continuar seus estudos superiores lá.
São Arsênios, um santo e grande educador
“Sério, tia? Até estranhos já perceberam que vou me tornar monge. Por que você ainda não percebeu?”
Theodoro não perdeu tempo e partiu para Esmirna no dia seguinte.
Em Esmirna, além de grego e estudos eclesiásticos, aprendeu também armênio, turco e um pouco de francês.
Após concluir seus estudos em Esmirna, retornou a Farasa, despediu-se de sua tia lá e da outra tia em Nigde, e então foi para Cesareia.
Tinha cerca de vinte e seis anos quando ingressou no Santo Mosteiro dos Flavianos (Zindzi-Dere), dedicado a São João Batista, onde foi tonsurado monge e recebeu o nome de Arsênio.
Arsênio, infelizmente, não desfrutou de sua hesychia (Hesychia (ἡσυχία): de onde derivam as palavras hesicasmo e hesicasta; asceticamente, significa manter a quietude no coração, na mente e no corpo) por muito tempo, pois havia grande necessidade de professores naquela época.
Assim, o Metropolita Phaisios II, que ainda estava vivo segundo Kortsinoglou, ordenou-o diácono e o enviou a Farasa para ensinar a ler e escrever às crianças cuja educação havia sido negligenciada.
Dessa forma, o Diácono Arsênio retornou à sua cidade natal e, com zelo divino, iniciou a obra de dissipar as trevas do analfabetismo.
A causa dessas trevas eram, naturalmente, os turcos…
Fonte: Livro São Arsênios de Capadócia – São Phaisios, o Atonita – Monastério “São João Evangelista – o Teólogo – Tessalônica, Grécia – 5ª edição – 2021 – pgs 58 a 61
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